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Aos Trabalhadores da GEBALIS, EGEAC e SRU Versão para impressão Enviar por E-mail
Segunda, 25 Julho 2022 16:35

Pacos de concelho - edificioReunião Pública de Câmara de 27 de Julho – Trabalhadores das empresas municipais de Lisboa exigem ser ouvidos

 

Tendo em conta as reivindicações dos cerca de mil trabalhadores das empresas municipais lisboetas e o impasse em que se encontram as negociações no âmbito dos acordos de empresa, fruto de políticas salariais inamovíveis e de adiamentos sucessivos das decisões por parte dos gestores públicos, resolvemos chamar à responsabilidade o único acionista: a Câmara de Lisboa.

O STML e o STAL decidiram inscrever-se para intervir na reunião pública da Câmara.

Perante a tentativa de silenciamento nas últimas duas reuniões públicas de câmara, os sindicatos inscreveram-se, pela terceira vez. A próxima está agendada para o dia 27 de julho. Oportunidade para os trabalhadores das empresas municipais da capital demonstrarem o seu desagrado com as políticas salarias praticadas em relação aos anos de 2021 e 2022.

GEBALIS

O actual Conselho de Administração (CA) da GEBALIS decidiu não dar uma resposta adequada e aceitável em matéria de aumento salarial para 2022. O mesmo CA resolveu ainda não cumprir o acordado com os anteriores gestores relativamente a 2021. No ano passado, recorde-se, os mais de 200 trabalhadores optaram por dar um voto de confiança à antiga Administração no processo de valorização salarial. Em 2021, o aumento seria de apenas 10 euros, mas, em 2022, teria de haver uma compensação, com um aumento mais substancial. Nada disto aconteceu. O novo CA recusou fazer o parco aumento salarial relativo ao ano passado. A GEBALIS tem, por isso, uma dívida de 140 euros com cada um dos seus trabalhadores.


EGEAC

Os 400 trabalhadores da EGEAC, secundados pelo STML, exigem o início do processo de negociação salarial de 2022, como determina, aliás, o Acordo de Empresa (AE) em vigor. Em abril deste ano, o Sindicato enviou ao CA, mais uma vez, um pedido de reunião com o intuito de proceder à apresentação da proposta em questão. Até à data, não recebemos qualquer resposta à nossa solicitação, frustrando-se, deste modo, e mais uma vez, as legítimas expectativas dos trabalhadores da referida empresa municipal. Lembramos que a proposta aprovada em plenário aponta para um aumento, este ano, de 90 euros para todos os profissionais.

SRU

Os 103 trabalhadores da SRU continuam a exigir a celebração de um Acordo de Empresa. No passado mês de junho, voltámos a enviar o documento inicial aos novos administradores. Renovámos, também, o pedido de reunião. Recorde-se que o Sindicato apresentou pela primeira vez a proposta de Acordo, em dezembro de 2020. Este mês, a administração da SRU mostrou algum interesse na matéria, tendo finalmente respondido aos vários pedidos de reunião do STML, informando que estava a analisar a proposta remetida.

Não podemos deixar de notar um comportamento padrão nas novas administrações das três empresas municipais mencionadas.

A habitação (GEBALIS), a cultura e o turismo (EGEAC), e as obras públicas (SRU), como se sabe, são áreas de extrema importância. Elas têm um papel relevante na gestão da capital do País. A motivação dos profissionais, que todos os dias trabalham para a cidade, depende em grande parte do reconhecimento do trabalho meritório que levam a cabo. Reconhecimento, esse, que deveria começar por aumentos e atualizações salariais que acompanhassem o crescimento galopante da inflação.

Os acordos de empresa têm um impacto muito positivo na vida profissional, pessoal e familiar dos trabalhadores. Por isso, estamos empenhados em exigir o cumprimento dos AE celebrados na GEBALIS e EGEAC; e ainda tudo fazer para celebrar um primeiro Acordo na SRU. A contratação coletiva, através de AE, além de defender os interesses, os direitos e as expectativas dos trabalhadores, tem o condão de permitir que as empresas municipais alcancem os seus objetivos de uma forma mais eficaz.

Os trabalhadores não podem é gerir a sua vida ao sabor das alterações políticas que acontecem a cada quatro anos.

Dia 27 de julho, a partir das 17h30 vamos realizar, na Praça do Município uma concentração dos trabalhadores destas empresas municipais, esperando que desta vez, seja possível intervir na Reunião Pública de Câmara prevista para este dia.

 

Organizados, unidos e confiantes! Só assim é possível avançar!

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