15h00 no Martim Moniz
No ano em que comemoramos os 50 Anos da Revolução de Abril, o percurso histórico do 1º de Maio no nosso país, em especial na cidade de Lisboa, assume também uma importância maior, ou não fosse neste dia que, em 1974, se assistiu à mobilização de milhares e milhares de trabalhadores que se revelaram uma força imparável para a consolidação definitiva da Revolução iniciada uma semana antes, ou seja, na madrugada do 25 de Abril.
Neste ano de 2024, muitas são as razões que devem motivar os trabalhadores a mobilizarem-se, também em força, no seu dia: o Dia Internacional do Trabalhador!
A luta por melhores salários, mais direitos e por uma vida e um futuro dignos, indissociável do respeito pelos Direitos, Liberdades e Garantias Constitucionais e pelas Funções Sociais do Estado – Saúde / Educação / Habitação / Segurança e Proteção Social / Cultura – também consagradas na Constituição da República Portuguesa, tem uma atualidade e uma pertinência avassaladoras.
No novo quadro político criado depois das eleições legislativas de 10 de março, assomam-se projetos de natureza antidemocráticos, além de vontades e intenções políticas em diminuir os direitos de quem trabalha, principalmente de todos aqueles que corporizam os serviços públicos, diretos ou indiretos do Estado. Quem se esqueceu do período da troica [2011-2015] e principalmente as consequências na vida dos trabalhadores resultantes das opções políticas do PSD/CDS?
Aos trabalhadores das autarquias (câmara e juntas de freguesia) ou das empresas municipais de Lisboa, ergue-se um horizonte sombrio contra o qual urge erguer a força necessária que garanta, não só a defesa dos direitos atuais, como as respostas às reivindicações emergentes do nosso tempo, ou seja:
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- Aumento GERAL dos salários:
i. Aumento de 15%, com mínimo de 150€;
ii. Fixação do Salário Mínimo Nacional nos 1.000€ em 2024;
iii. Revisão da Tabela Remuneratória Única (TRU) da Administração Pública;
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- Revogação do SIADAP;
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- Identificação e regulamentação das profissões de desgaste rápido;
- Aumento do subsídio de almoço e dos suplementos remuneratórios, como no exemplo do suplemento de insalubridade e penosidade (SIP);Também o alargamento na atribuição do SIP;
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- Diminuição da quotização da ADSE para 1,5% sobre 12 meses;
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- Reposição das carreiras;e muito mais!
No 1º de Maio, estaremos às 15h00 no Martim Moniz de onde sairemos rumo à Alameda. Aqui teremos o tradicional espaço de convívio do STML (BAR), onde poderemos trocar abraços, refrescar a garganta e a alma, em suma, comemorar o Dia Internacional do Trabalhador com alegria, amizade e camaradagem, sempre em luta, mas também em festa!